sábado, 13 de setembro de 2008

The Point Arequipa.



Um jovem inglês chamado Chris percorre o mundo com uma mochila nas costas e muita animação.
Após imprevistos no sul da Ásia e praias paradisíacas na america central ele parte para Lima, depois vai direto para Arequipa.
O seu destino, Hostel The Point.
Em suas viagens pelo mundo afora Chris conheceu muitos lugares interessantes mas, desde que chega neste hostel ele sente algo diferente.
O espaço é confortável, nem tão grande nem tão pequeno, um ambiente de intimidade entre os milhares de backpackers de todo o mundo que passam por ali.
Chris é um rapaz loiro e robusto, sua figura chama a atenção quando entra em uma das salas principais do hostel. Os hóspedes e o staff participam do Jenga, um jogo onde blocos de madeira são postos de tal maneira que criam uma estrutura bem equilibrada de mais ou menos um metro.


O jogo consiste em cada um dos participantes tendo que tirar por vez um bloco da base e pôr no alto da estrutra. No início é bem fácil mas vai ficando mais difícil quando restam menos blocos de apoio.
Aquele que derrubar toda a estrutura tem que tomar uma dose de pisco...
Chris derruba todas na primeira vez que joga e quando vê já está rindo e entrosado com todos, entre eles um jovem brasileiro chamado Roberto que joga bem o Jenga, mas que em um momento de distração e animação derruba os blocos. Chris nota que ao invés do pisco Roberto discretamente toma uma dose de Sprite.



O tempo passa e apesar do cansaço da viagem Chris quer sair com o pessoal do Point.
Está conversando com a Aine, uma irlandesa simpática, quando chega o Roberto, junto da australiana Bridhe, convocando todos à discoteca local- o Déjà Vu.

A convocação animada parece contagiar a todos pois partem uns 5 taxis do hostel.

A música do Déjà Vu é algo como peculiar, toca trinta minutos de rock, então muda para algo mais eletrônico e termina com reggae (?!?)
O grupo do Point não parece se importar com seus passos de dança mirabolantes. Em um momento mais calmo Cris se aproxima de Roberto e da Bridhe e nota que o brasileiro toma outro sprite.
- Dude how come you are not drinking? (Cara, como é que você não está tomando?)
- Eu estou tomando. - responde Roberto apontando para o Sprite.
- Sim, sim, eu quis dizer... eu vi você como um dos mais animados, imaginei que não seria possível sem alguns drinks.
Roberto sorri e aponta a Chris como se dissesse, "Ahá, viu só?"
Bridhe não se mostra surpresa com a conversa, parece se divertir com tudo isso.

Após este intervalo todos voltam a dançar.
A Aine dança mais discreta mas logo nota que alguns de seus conterrâneos preferem dispensar a sutileza e mergulham no piso como se deslizassem em manteiga.
Reto, um suíço, louco por opção, solta um break dance improvisado com uma sonora gargalhada.

Seis da manhã e todos voltam para o hostel.
Alguns poucos querem extender mais um pouco a noite e vão para o TV room
Chris tem seu merecido descanso sabendo que no próximo dia tudo começa mais uma vez.



Um comentário:

Anônimo disse...

Fala Joker! Estou 1 mês e meio sem beber... Estou com uma doença crônica na pele (rosácea) e não posso mais beber, é mole?!? Vou ter que me adaptar, mas o pior é que nem Sprite eu posso beber... fazer o q... Saudades cara!!!