
Um vento frio carregando um pouco de areia desta montanha em direção a este grupo que se esforça para dar cada passo.
O vulcão Misti mostra porque é tão poderoso.
Neste grupo formado por um brasileiro, um jovem da Irlanda, uma inglesa e um israelense, guiados por um local, as expectativas eram parecidas. Agora tudo muda, a cada passo, este agora com cada vez menos oxigênio revela diferentes ambições.
Na primeira parada está o acampamento, este é o ponto onde se manifestam, de modo meio inesperado, as melhores experiências.
Muitos ficam obcecados em chegar ao cume, não prestam muita atenção neste estágio que provavelmente é o mais espetacular.
A noite mais estrelada que você poderá ver na America do Sul, mais a tranquilidade proporcionada pelo pouco oxigênio, é como se as emoções- serenas- decidissem entrar em sintonia com as outras funções humanas.
Lá no fundo se vê a cidade de Arequipa no escuro. Infinitos pontos de luz tomam uma parte do vasto cenário da natureza local. Não são luzes ofuscantes, só o suficiente para deixar claro que há uma civilização humana alí.
Deste alto não parece tão imponente esta cidade com suas casas, ruas e carros. Do alto do vulcão só podem ser vistos pequenos pontos de luz artificial que se mesclam com as infinitas luzes naturais das estrelas.
Todo este conjunto maravilhoso e nenhum pensamento vem à mente. Somente esta sensação de tranquilidade.
Quando se fecha os olhos a prática diária é realizada de maneira espontânea e é mais poderosa que nunca.
Nestas horas durante a noite no vulcão... se o tempo parecia ir mais devagar aqui ele para.
Após um prazer indescritível é hora de voltar e concentrar no tempo criado mais uma vez pelo homem.
Mas aquela sintonia estabelecida com esta paisagem e com este arquetípico vulcão não será esquecida.




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