

Ao despertar a mesma rotina, a prática, o café da manhã com café, pão, abacate e bananas.
Um banho no revigorante rio ao lado do camping. O nome deste lugar é Aguas Calientes mas o rio é gelado... não tanto quanto as águas dos rios e lagos da Bolívia mas ainda assim gelado.
Ao se enxugar o faz no sol, fitando as montanhas ao redor. Agora com a luz do dia dá para ver a ponta das ruinas de Machu Picchu no topo das montanhas.
Alguns minutos em um quase transe com aquela imagem retida pela visão. Robs passa boa parte do dia por alí. Lilou e Beata vão comprar comida no centro da cidade e Roberto decide acompanhá-las.
Enquanto prepara o macarrão para os famintos da turma Robs pergunta para alguns locais sobre o caminho até Machu Picchu. Ao que parece o acesso é bem fácil, existe uma estrada de terra que zigue-zagueia montanha acima até chegar ao portão principal. Esta estrada foi feita para os confortáveis onibus de turismo, para os que querem pagar e não querem caminhar. Para os que não querem pagar ou para os que querem disfrutar a trilha a opção é subir por um caminho um pouco íngreme de uma hora mais ou menos.
Havia um outro caminho, um caminho para a cidadela que era tido como secreto mas que muitos locais conhecem, era um caminho perigoso, pela selva.
Depois do macarrão os jovens voltam para o ponto do camping em que podem ver a antiga cidade.
O silencio reina até que uma curiosa figura aparece: é um pequeno local carregando quatro enormes mochilas de camping nas costas.
Em questão de minutos aparecem vários outros como ele, alguns trazem equipamentos para acampar e começam a montar algumas barracas bem modernas. Robert e as meninas permanecem alí, parados, sem entender de onde vieram estes 20 peruanos que em menos de dez minutos preencheram o campo do camping com umas 20 barracas. Algumas são barracas-banheiros, algumas barracas-cozinhas, tudo muito profissional.
Mas para quem aqueles guias estavam carregando tanto peso e preparando tamanha comodidade? Eis que aparecem alguns turistas que, apesar de não carregarem nada, pareciam estar bem exaustos. Pareciam estar na faixa dos trinta e cinco anos e dá para notar a profunda satisfação no olhar de cada um deles ao ver o acampamento todo pronto para eles.
Após esta pequena distração Beata volta a brincar com uma das crianças. Robs encontra um pastor alemão que aparece e já se mostra bem brincalhão. Uma criança parece conhecer o cão e começa a rolar na grama com ele. Só não contava com um formigueiro no caminho...
O pequeno corre para o rio e a ultima coisa que a criança nota é a temperatura da água.
Fotos by Beata Sitarek

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