A capital do Peru é a maior cidade de todas percorridas até então. Dá para notar claramente o rítimo das pessoas que é sensivelmente mais acelerado.
O hostel está vazio, os únicos rostos conhecidos são o da Alexandra, o da Audrey e da Alexandra loira.
Alguns dias agradáveis com a Alex, finalmente chega a hora das francesas voltarem para casa em Le Havre, perto de Paris.
Na despedida toca em algum lugar " Don´t get lost in heaven" do Gorillaz.
- Bem, você vai agora? - pergunta o Roberto.
- Sim. - responde a Alexandra.
- Nos veremos novamente, não?
- Claro.
Um pequeno silêncio, nada de incômodo.
- De tudo até aqui o que você gosta mais? - pergunta a francesa.
- Eu gosto deste momento com você agora, poderia usá-lo, alargá-lo até o infinito.
- E quando eu me for?
- Humm, como é forte a sua lembrança. Acho que vou ter que criar outros momentos perfeitos e assim seguir em frente.
- Hehehe, não se perca no paraíso.
- OK.
- E até quando você vai seguir? - pergunta a Alex.
- Para sempre. Há uma diferença entre seguir em um caminho e buscar um caminho. Eu não estou buscando um, já tenho o meu. Mas há sempre espaço para melhorar.
- Alex sorri levemente, Robs continua.
- E quanta inspiração você proporciona. Como aquelas Deusas sacando o infinito dentro das limitações dos homens. E o faz quando sorri com os seus olhos.
Alex sorri com os olhos; Rob sorri de volta e continua.
- Por isso querida, essas palavras nunca serão ditas, elas não são necessárias.
Alex baixa a cabeça um pouco, logo ela se ergue e fita Robs nos olhos.
Um beijo e um abraço. E assim ela parte.

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