segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Hora de deixar La Paz.
A Charo vai para Copacabana, Bolívia em outro momento. Duas outras argentinas, a Lorena, a Silvina, mas a Johanne da Alemanha formam um grupo novo que parte para esta pequena cidade entre a Bolívia e o Peru. As francesas já estão lá.
Em La Paz a sensação é que dificilmente se encontra um grupo tão eclético como o da hospedaje El Carretero. A despedida é realizada em uma manhã típica, com violões, tambores, mate e galletas ( biscoitos).
Há algum lugar no mundo que se possa comparar com esta cidade? Talvez Delhi... não, não chega a tanto. Mesmo assim 9 em cada 10 turistas jovens saem fascinados da cidade. E ninguém sabe exatamente o porquê.
Parece que é pelo fato de ser uma capital que não absorveu muito da cultura ocidental atual. Talvez por ser pobre e não ser fácil encontrar um McDonalds, ou shopping centers a cada esquina. Ou é pelo fato de ser tudo tão barato. Um hostel pode sair por U$2 por dia e a comida a U$1 com entrada, prato principal e sobremesa.

O fato inegavel é que se pode encontrar alguns paraísos no meio de tanta bagunça. E as pessoas que visitam a cidade percebem logo este detalhe...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Death Road



A famosa Ruta de La Muerte, ou Death Road, a estrada mais perigosa do mundo.

Depois de averiguar um pouco fica claro que o perigo não é tanto assim. Algumas estradas da Bolívia percorridas de onibus são bem mais assustadoras.

De qualquer forma essa é uma aventura famosa, descer a famosa estrada entre La Paz e Coroico numa descida de 3.300 metros numa mountain bike.
A Alex e a Audrey vão direto para Copacabana, Bolívia encontrar com a outra Alexandra. A Moma seguiu definitivamente por outro caminho. As quatro francesas são agora três.
Por outro lado este Robert se prepara para a jornada.


Pela manha todos são apresentados, o guia, o motorista de uma van que vem atrás caso aconteça alguma coisa e os outros bikers, um espanhol e uma escocesa.

A manha está linda, ao menos nas 4633m de altitude que é a altura de onde saem todos.
O sol que recém saiu no horizonte não tem muita força e o frio predomina. Uma jaqueta especial é dada para cada um, junto com um capacete e luvas.
Todos estão animados e após algumas poucas instruções do guia ( do tipo "nunca me ultrapassem") todos se colocam na posição de largada.

E assim tem início a pedalada. Na verdade no início é uma estrada íngreme então é só deixar a bike ir solta ladeira abaixo. Nesta parte nao há necessidade de usar o freio nem de pedalar, só deixar ir.

Com o sol fraco da manha proporcionando um laranja especial no céu mais as montanhas com algumas nuvens no fundo competem com a eufórica sensação de deixar a bike ir quase por conta própria em alta velocidade na estrada pavimentada.

Logo, porém as coisas mudam radicalmente. quando todos deixam a estrada pavimentada e entram na parte de estrada de terra.
Para criar um clima ainda mais cinematográfico uma forte neblina cobre a entrada para esta nova parte da rota.


E ao cruzar o nevoeiro o que se revela é ainda mais intenso. Uma estrada não pavimentada com a selva amazonica mostrando toda sua exuberância num clima meio chuvoso. As estradas são relativamente amplas, tirando algumas partes em que são realmente estreitas e perigosas. Uma queda montanha abaixo aqui seria certamente fatal como já aconteceu algumas vezes, e daí veio o nome da estrada.


Dá para ir devagar, usando o freio sempre, mas as vezes é melhor acelerar um pouco para que a bike tenha estabilidade. O guia vai voando na frente, ele conhece o caminho e pode fazer o trecho de olhos fechados. Mas conforme se ganha confiança a vontade é de acelerar mais e acompanhar o guia. Neste momento a viagem se torna realmente emocionante e por um milagre não se cai quando um pedregulho enorme no caminho não é visto. Os músculos dos braços se contraem tensos e toda a atenção é voltada para que a bike não caia e se estabilize. Ao parar um pouco após a quase queda o coração está acelerado e a adrenalina corre solta.


Ao final da viagem após algumas horas os músculos do corpo podem estar exaustos após os momentos mais tensos.

Em compensação um farto almoço espera a todos em um hotel em Coroico com direito a piscina.





De volta a La Paz

Um corpo forte nutrido por alimentos cheios de energia.
A vitalidade correndo livre pelo corpo. O cultivo de boas emoções, de modo natural e espontâneo.
Quem se aproxima desta atmosfera não permanece inalterado. No mínimo a curiosidade é despertada.
E quando aqueles nesta mesma sintonia se encontram o que se produz é algo notável.
De volta em La Paz faíscas são criadas.
Quem entende o processo de produzir faíscas consegue criar o fogo?