quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Chacaltana










Quando tudo está calmo uma novidade.

Quatro francesas que aparecem e chamam a atenção. Na verdade elas estavam no mesmo hostel em Potosí em que o jovem Roberto se hospedava mas naquela ocasião tinham todos amigos diferentes. Em La Paz, neste alojamiento com pessoas tão distintas, elas não passam despercebidas.

Duas Alexandras, a Audrey e a Moma.


A Audrey faz rir desde o início com suas francesices. A Moma parece estar um pouco deslocada do grupo. Das Alexandras uma é loira e fala pouco inglês ou espanhol, a comunicação era basicamente por mímicas. A outra era a Alex Meunier e desde o início fica claro que o contato com ela resultaria em algo especial. E logo aparece a oportunidade para uma aproximação, quando as francesas decidem ir até a montanha Chacaltana perto de La Paz.

Desde o início fica claro que toda sutileza seria necessária.
O grupo de cinco mais o motorista contratado parte para o seu objetivo. O cenário muda pouco a pouco, a urbes descontrolada de La Paz cede lugar a uma estrada arenosa com montanhas em tons de marrom.
A amplitude do horizonte é o que prevalece quanto mais se avança. Alguns trechos exigem perícia do motorista mas ele parece estar acostumado com as partes estreitas da estrada e com os precipícios de algumas centenas de metros.
Antes do cume há uma cabana, um ponto ideal para tomar um café ou um chá quente.
Os olhos verdes da Alex Meunier chamam a atenção, não só pela beleza mas pela intensidade.
Neste momento em que uma comunicação não verbal é tão apreciada é no mínimo fascinante ver uma pessoa que fala tanto com o olhar.
Ao redor uma vastidão quase infinita. Cores e formas parecem se fundir. O céu azul com algumas nuvens, o verde- marrom do altiplano ao redor e agora o novo branco da neve que se mostra cada vez mais presente conforme se avança.
Aqui já são mais de cinco mil metros. Não é só cautela que se mostra necessária, cada passo deve ser lento, sempre com respeito a esta nova altitude.
Cada um ao seu tempo chega ao cume...
A vista é incrível, há uma sensação de vitoria e de serenidade compartilhada por todos.
A Alex Meunier está sentada em uma pedra e fecha os olhos para melhor aproveitar o ar puro (mesmo com menos oxigenio) e sentir o vento frio em seu rosto.
Logo todos se juntam para, entre risadas, tirar fotos e fazer videos. Algo novo está acontecendo, algo novo.
O contato e a aproximação com estas francesas, especialmente com uma delas, traz um novo tipo de inspiração.


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2 comentários:

Anônimo disse...

Roberto,
sensacional! As fotos tão alucinantes. Continue atualizando ai quando puder.

Roma Victor! rsrs
Abraço.
Felipe.

André Aires disse...

Boa bebeto. Gostei muito, cara.
Principalmente da forma como voce conta.
Abraceta!!!!!!