quarta-feira, 23 de abril de 2008



Ao buscar ele estabelece movimento.
Ao estar satisfeito movimento e inércia se encontram.
Por escolha.

Uma volta ao passado- uma visão de terras bolivianas, no início de uma viagem.
Não sabia o que esperar, havia algo como medo.
"Cuidado, é perigoso! Vão te roubar, vao te matar!" Eles diziam.
E com extrema cautela um guarda documentos é esquecido em um ônibus, pura distração.
Documentos que demoraram meses para serem produzidos. Quantas filas não foram necessárias, quanta burocracia...
No final se perdeu tudo tudo em uma só tacada. Um ato tão surreal, tão inesperado.
Como iria seguir viagem sem nenhum dos seus documentos?
No meio de um possível furacão emocional o que ele faz? Ri.
Claro, o que mais poderia fazer?

Indo mais ao passado e uma criança aprende a dar os primeiros passos, em um gesto inesperado ele cai e bate de leve a cabeça;
ao ver a cara assustada dos pais ele dispara uma divertida gargalhada banguela.

Ao focar o presente um jovem se torna o catalisador de um grupo que vai a Machu Picchu.
Ao ver as loiras Lilou e a Beata arrumando suas malas enquanto conversam em francês ele sabe que fará uma boa viagem.

Em outro presente outra francesa, a Alex chega e ilumina Cusco com seus passos. Faz frio abaixo de zero nesta cidade e em outras do mundo... não neste café elegante próximo da Plaza de Armas.

Uma criança de rua vê o casal no ambiente confortável e, do lado de fora, tenta vender doces.
A Alex percebe a pequena e coloca em um dos dedos uma llama de pano feito para as crianças brincarem. A criança do lado de fora se encanta com o pequeno brinquedo e tenta entrar no estabelecimento.
Um atendente nota a pequena e tenta deter a infante mas tudo o que é preciso é uma piscadela da Alex para que ele deixasse a meninha ficar ali por um tempo.






sábado, 19 de abril de 2008

Tempo das nossas vidas

A Alex, a Audrey e a Alex loira mandam notícias que estão chegando em Cusco.

Depois de muitas horas trabalhando na estação de trem e trazer alguns novos turistas para a casa Samanapata e após passear por algumas estruturas antigas é hora de assistir a um filme com a Lilou. Com toda sua imponência francesa ela bate o pé na hora de escolher o filme, tudo bem... Vale a pena ver como a seriedade dessa loira vai pouco a pouco se rendendo e pouco a pouco ver com ela já está bem confortável com o Roberto. Em momentos tranquilos.
E o que acontece...
Sabem aquelas obras de arte super simples mas que deixam bem claro para que vieram? Sabem aqueles que fazem das suas vidas obras de artes, esculpidas com carinho? Sabem quando respirar possui um aroma agradável? Uma música descompromissada de Paul Van Dyk, "Time of our lives".


There's a time for us to let go
there's a time for holding on
a time to speak, a time to listen
there's a time for us to grow

there's a time for laying low-down
there's a time for getting high
a time for peace, a time for fighting
a time to live, a time to die

a time to scream, a time for silence
a time for truth against the lies
a time for faith, a time for science
there's a time for us to shine

there is a time for explaining
there's a time to understand
a time for hurt, a time for healing
a time to run, to make a stand oh,

this is the time of our lives oh,
this is the time of our lives oh,
this is the time of our lives oh,
this is the time of our lives

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Há um tempo para deixar ir
Há um tempo para segurar um pouco
Um tempo para falar, um tempo para escutar
Há um tempo para nós crescermos.

Há um tempo para baixar a bola.
Há um tempo para se extasiar
Um tempo para paz, um tempo para lutar
Um tempo para viver, um tempo para morrer

Um tempo para gritar, um tempo para o silêncio
Um tempo para verdade contra as mentiras
Um tempo para a fé, um tempo para a ciência
Há um tempo para todos nós brilharmos

Há um tempo para explicar
Há um tempo para entender
Um tempo para a dor, um tempo para a cura
Um tempo para correr, para deixar a sua marca


Oh esse é o tempo das nossas vidas.

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quinta-feira, 10 de abril de 2008

Dias en Cusco









Os dias em Cusco se revelam cheios de surpresas.
A cidade deve ser a mais linda desde o início da viagem com a sua arquitetura que é um show a parte. A imponente Plaza de Armas nos seus tons de marron e cinza é glorificada por grandes igrejas.
Ao adentrar na cidade dá para encontrar edifícios construídos a la maneira inca, com grandes blocos rochudos gerando uma simetria peculiar.
Os cuidados com os antigos prédios são grandes e um turista desavisado que tocar uma das antigas paredes de pedra pode tomar um susto quando um local aparecer do nada gritando," No toque la piedra!". Todo cuidado com a erosão parece ser pouco.

Não demora muito para conhecer a cidade e algumas ruínas próximas, dá até para brincar de guia com os amigos. Um passeio na cidade e não raro aparecem comentários do tipo " ...e esta igreja foi construída no século XVI pelos incas com os chicotes espanhóis nas suas costas; aquela águia representa a fertilidade..." Parece que todo mundo sabe um pouco da historia local, dá para aprender e se divertir ao mesmo tempo.

Um grupo novo e divertido no alojamiento Samanapata. Turistas de vários lugares do mundo chegam diariamente.
Os que se tornam mais íntimos são a Beata e a Lilou, duas francesas muito divertidas. A Charo está por aqui também mais um brasileiro, um belga e um casal do Chile, o Mario e a Carolina.

As paisagens incríveis desta cidade antiga não revelam de cara o que há para fazer além do procurado turismo histórico. É só ficar aqui alguns dias para que uma intensa vida noturna se revele inevitavelmente.

São algumas discotecas no perímetro da Plaza de Armas que durante o dia projetam DVDs em uma tela grande sem cobrar nada (claro que eles esperam que você consuma algo do restaurante). É um clima ideal para ir com a namorada comer uma torta ou tomar um café em um cinema quase particular após um passeio pelas ruínas da cidade.
E pela noite começa a festa. Depois de algum tempo na selva é bom poder balançar o esqueleto junto das dezenas de pessoas de todo o mundo...