quarta-feira, 30 de maio de 2007

Preparação.


Foto por Raphael Studer

E o que se pode esperar do novo desconhecido a frente?
Não se espera uma aventura, apesar do prazer em cada novo passo.
Não é uma procura por reclusão, esta pode ser encontrada qualquer dia, em qualquer lugar.

Tampouco se deseja a introversão... pelos mesmos motivos.
Mas se pode desenvolver o carinho, então aí está algo a ser feito.
Se posso desenvolver a ternura, então eu devo.
Com os diversos tipos que conhecer.
Rostos, emoções, razões, árvores e pedras.
Não é uma busca por um caminho.
Afinal eu já tenho o meu.
É como uma chance única.
De firmar o que já se sabe.
De se pôr a prova ao múltiplo.
De cada vez entender a si próprio, mesmo quando o tempo ao meu redor mudar.
E estabelecer contato com aqueles,
de semelhante sintonia.

Só uma passagem para o que me aguarda no final da jornada.
Onde eu monto acampamento.
Por tempo indeterminado.
Ali de fato tudo começa.